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25/04/2008 Espíritos, vidas
passadas e médiuns: tabus espíritas? Por que as principais contribuições do Espiritismo para o conhecimento humano se tornaram tão distantes da própria prática espírita?
O programa contará com os comunicadores: Luciano Pereira, Marcia Bonfim, Gustavo
Montagner e Dermeval Carinhana Para Kardec, trocar idéias com os espíritos era tão natural como se relacionar com os encarnados. Entendendo que o espírito humano não é criado no nascimento, via nas lembranças de vidas passadas um meio para ampliar suas possibilidades criativas. Por fim, via os médiuns como intérpretes, não isentos de erros, e muito menos como canais exclusivos. Contudo, a despeito disso, para a maioria dos espíritas manter um diálogo produtivo com os espíritos, falar sobre vidas passadas que não sejam narradas em livros consagrados, e analisar as comunicações dos médiuns que já ultrapassaram as barreiras da dúvida, constituem-se verdadeiros tabus. Quais as razões culturais para esse tipo de comportamento tão distante da prática espírita original? Por qual motivo os espíritas de hoje deixaram de acreditar na importância de se evocar, dialogar e questionar os espíritos? Mesmo entendendo a importância da máxima "conheça a si mesmo", por que desprezar alguns pontos de sua personalidade anterior? Por fim, quem de fato estabeleceu a divisão entre médiuns de espíritos "mentores" e médiuns destinados somente ao tratamento de espíritos "sofredores"? Talvez a resposta a tais questões esteja na incompreensão do que sejam esses próprios mecanismos, que constituem ferramentas que dispõe o espírito humano para seu progresso, e não um mero objeto de adoração dogmático-religiosa.
Texto: Luciano Pereira
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Uma iniciativa da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Campinas |
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