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19/01/2008
Quais são as atividades de um Centro Espírita?
Para uns, ele é motivo de preferência. Para
outros, motivo de contrariedades. De fato, cada Centro Espírita possui um
jeito diferente de comunicar as idéias espíritas aos seus freqüentadores,
desde aqueles que as vinculam à práticas místicas, passando por outros que
defendem um espiritismo comumente denominado evangélico, focando-se num
contexto religioso, até aqueles que finalmente optam por práticas
espíritas racionalistas, desvincilhando-se, através da razão, das práticas
anteriores. Seja qual for o viés adotado, o maior entrave para o
desenvolvimento das idéias espíritas junto aos ingressantes é a
comunicação interna deficiente nos diferentes agrupamentos. Talvez mesmo o
maior entrave seja justamente o fato de que raramente os novatos são
informados, senão alertados, acerca das diferenças existentes entre os
diversos núcleos espíritas. Quando o são, em geral a informação é
impregnada de preconceitos, com expressões do tipo "movimentos paralelos",
ou coisas do gênero. Haveria um jeito mais correto de se praticar o
espiritismo? O que os novatos podem esperar e como devem encarar os
Centros Espíritas? Há alternativas futuras para o meio espírita como um
todo? Ora, o Espiritismo é um conjunto de idéias que atravessa os tempo e
o espaço, com ferramentas suficientes para encarar o Homem em toda sua
complexidade cultural e em diversos contextos temporais, e não há como não
levar isso em consideração para se entender os processos envolvidos na
propagação e assimilação da idéia espírita. Por fim, lembramos que acima
dos diferentes "movimentos", há uma realidade maior da qual todos nós
fazemos parte, quer aceitemos esse fato ou não, motivo pelo qual Kardec
afirmou que o verdadeiro espírita é aquele que procura se melhorar ou, em
outras palavras, aquele que procura enxergar as belas leis do Criador em
si próprio.
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Uma iniciativa da Associação de Divulgadores do Espiritismo de Campinas |
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